
faz falta
um cavaquinho no chorinho
faz falta
a luz do seu no meu olhar
é forte
é curioso
sem destino
tão claro
que não pode nem faltar….
faz falta
o sete me quebrando o ritmo
faz falta
o longe é um quase se tocar
é forte
curioso
é sem destino
tão claro
que não pode nem faltar

Meu tempo
e o vento
eu conto
nas
minhas faces
Quando me olhas
me olho
nos vemos
num cais
que imensidão!!
Por trás do querer
Um vale
rio
desaguo em baía
o horizonte
um continente de montanhas
Siderais!!!

Esta gente não sabe
o lugar
onde vai
Esta gente não sabe
onde ir
esta gente não sabe
onde estar
procurai
Esta gente não sabe
sorrir
e você que me vê
fala mais
sou capaz de ouvir
com você
aprendi a mentir
procurando
em você
um lugar
onde ir?
com você aprendi
a sorrir
O falar por falar
sendo assim
não se diz
o cliente é ciênte do ouvir
iludir
professor
é lição do aprendiz
procurando um lugar
pra sorrir
E você que me vê
fala mais
sou capaz de ouvir
se sorrir é mentir
pra você
encontrai a razão
em você
procurai
ou
a gente
não sabe onde vai
vai
vai
vai
Ir
Vai vai vai…Ir

Céticamente
esclareci
áquela desconfiança
fiando roca
aprendi
ao…pelo menos
ter confiança
Embaraçar
tá tudo aí
pro desfiar
perseverança
se quer mudar
vai!
Asas…
esperança
E não tem mais
Mas logo alí
Tudo tem
tudo evapora
Tudo é
porvir
tu
decidir
Vai ver
o todo colabora
Talhar
atar
se reparar
Nosso atuar
Faz
diferênça
Se quer mudar
vai!
asas
Competência

Fico assim
entre o lá e o cá
e penso em mim
Um tanto foi de ver
já mais ouvindo
quero o melhor dizer
Especial
o amanhã figura
novo…real e fatal
Demora o acontecer
e tanto, que já não mais
pertence ao querer
Ainda sinto
flamejante
de agonia
a parte em mim
que não transmuta
O céu tingindo
é meu sol caindo
por traz das montanhas
do eu
Não virá
agora sei
mas irei
na brisa e bruma

Quando me saio de mim
pego estrada trépida
a palavra certa…
acerto
e é rumo…
de vagar modesto
a palavra exata
salta
e ampara…
apara
rara forma de se fazer crer
se voltas
e as voltas
não voltas
o nunca
terá sido fato
a palavra estafa
mas de fora
ficas
onde e sempre
alí

Foi hoje que me deu
Senhora Khímaira…
O verão se
Quimera
e eu já quero o reino de açafrão
ô Safranina…
Suculenta amora
És das Silvas
salvo
álguma modificação
(foto - p markun)

O
quero-quero meu bem
passou voando
e também
um tuiuiu caiu do galho
um cacho inteiro amarelou
Chame
Iansã!
Pai Ogum!
Xangô!
Obalé
Obalé aô
Foi no pé
do sol nascer
foi no entardecer
na grama
foi no mar
no anoitecer
Foi
de olhar nos vãos da trama
Foi
que nem é todo dia
Meu sabendo
Seu saber
Foi por isso
Não está vendo?!
Foi
o é do acontecer
Obalé
Obalé aô
(foto - p. markun)

Me deu de imaginar
querer porque querer
TV
contar um conto
sem esconder ponto algum
Passado as quatro linhas do verso
me deu foi um gesto
de impaciência
Um enjoadiço
que não dou conta
de por onde
e vem
Bem bem mesmo
não devo de firmar nem confirmar
até por cá por perto
ou mesmo tempo
já deu alguem algum testemunho?
Nem nem
Arules e antures
a coisa não muda
e é não
Vá lá que muita coisarada é de pasmar
E se der um saculturamento no povo?
capaz que parem de votar no paredão
né não?
(foto - sueli ramos )

O menino Lourenço, gosta da arte toda….e cantarolava com olhos brilhantes e o próprio gosto querendo apurar…
È pra você pequeno…Valeu!!!
Meu preto
Me chamou de adorada
de manhã
Ganhei meu dia
Nanã
Ganhei meu dia…
Cortei um dobrado
Na roda de samba
Que malandra!
Que malandra!
Siri se guenta
Que a sirigaita se arvorou
Dona Espedita
corta a birita
Zilá
Vai lá fechar o portão!
É confusão
se mete não
que é confusão
Ô
se mete não
é confusão
se mete não
(foto - pedro markun)