Tatiana Cobbett
Única mulher entre os cinco filhos do diretor de cinema William Cobbett e da produtora cultural, Eliana Cobbett, a carioca Tatiana teve a presença constante da arte na sua vida. Mas foi na dança que encontrou a maneira de se expressar e de lidar com o mundo dos aplausos, do palco, das viagens e da disciplina. Bailarina formada pela Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, trabalhou durante 12 anos na companhia paulista Balé Stagium, com quem percorreu o Brasil e boa parte da América em diversas apresentações.
No final da década de 1980, Tatiana aparece para as críticas pelo trabalho realizado no balé Stagium, dirigido por Marika Gidali e Décio Otero. Dos 20 e poucos anos aos 40 escreveu, idealizou e atuou no musical Mulheres de Holanda e dirigiu os espetáculos Grito das Flores, Esta Terra Portugal, Alma Flamenca e o Festival Três Bandeiras. Nessa época, cantarolar e inventar versos, que não registrava, já era a marca pessoal da bailarina. Mas seu encontro mais estreito com a música se deu como produtora nos shows de Badi Assad, Carlinhos Antunes, Tutti Baê, Janete Machnacz, Joel Brito e Nara Lisboa.
Quando se mudou para Florianópolis, em 1998, Tatiana produziu e dirigiu shows e externou sua veia de letrista com Marcoliva. De lá para cá, centenas de composições e inúmeras parcerias, além do livro Básicas Composições. Seu comportamento cênico no palco é compartilhado em oficinas, onde ela desenvolve a qualidade sensorial do movimento. Com outro trabalho em mente, Tatiana segue sua estrada arregimentando pessoas e registrando seu sensível trabalho.