Marcoliva
Em 1969, dona Estela encontrou seu filho de três anos, na sala, com um rabicho de ferro elétrico cantando um sucesso recente: Debaixo dos Caracóis, música de Roberto Carlos em homenagem a Caetano Veloso. Era primeira manifestação musical de Marcos Vanderlei de Oliveira, que aos 12 anos, arriscou seus primeiros acordes nas aulas de violão. Corajoso, o menino juntou palavras em composições sem compromisso. Colocou para fora seu talento nos auditórios escolares e em pouco tempo tocava em bares, festivais, teatros e bailes.
Dedicado, aos 15 já era um profissional e percorria o Brasil participando de grupos nativistas, uma febre em meados da década de 80. Seu tempo era dividido entre músicas "gaúchas" e aulas de violão clássico. Natural de Carazinho (RS), Marcoliva especializou-se em violão e voz.
Aos 18, pelas mãos do marido de sua professora de piano foi apresentado à onda Tropicalista, onde brilhava Caetano, Gal, Gil... Largou o gauchismo e trocou o Rio Grande do Sul por Santa Catarina em 1994, onde começou a tocar na noite de Florianópolis. Nessa época também se apresentou com um grupo em diversas cidades argentinas. E foi amor à primeira vista seu encontro com a zamba, chacarera, chamamé, tango, entre outros ritmos do folclore da Argentina.
Na capital catarinense formou sua sólida parceria com Tatiana Cobbett, com quem gravou dois discos: Meu Santo Antonio (de Nara Lisboa, em 2000) e no ano seguinte Parceiros. Atualmente, Marcoliva é professor de música e idealizador de projetos, como Crescendo com Arte, Boi de Cá, que tem o intuito de pesquisar o folclore catarinense, e o Carijó Espaço de Arte, mais conhecido como OCA.